As Raças Humanas

Como um preâmbulo para este trabalho, é importante mencionar que não estarei me atendo para a formação ontológica e metafísica do homen, mas sim considerando uma visão mais naturalista, não necessariamente evolucionista, apesar de flertar com os termos cientificistas e biologicistas destes meandros, tal como estarei utilizando linguagem científica dos primórdios do século XX.

A questão das raças humanas é algo que causa um certo desconforto em várias pessoas no mundo moderno, e por conta de sua negação e proibição de discussões pertinentes e relevantes ao tema, a mera emergência do assunto causa um mal-estar generalizado; o que nos deixa, naturalmente, nos dias de hoje sem muitos avanços no que diz respeito a esse tipo de estudo e pesquisas. Tudo que temos são antropólogos e biólogos que viveram entre os séculos XIX e XX, e que deixaram um amplo registro que hoje servem de fontes para estudos de uma questão tão cara, tendo até mesmo algumas pesquisas recorrentes, por pior que sejam vistas, sendo feitas na atualidade por alguns espíritos de pensamento livre; alguns estudiosos desse período clássico dos estudos de antropologia física incluem: Carleton S. Coon, Henri Vallois, Johann Blumenbach e Francis Galton. Estes são só alguns exemplos do que significa a pesquisa científica recente no tema, muito embora essa discussão da categorização e distribuição das diferentes raças humanas, ser algo que se arrasta desde a Antiguidade Clássica até a Idade Média; tendo sido adaptado para o método e a técnica da modernidade de modo a trazer uma visão mais analítica para o tema.

Para a divisão taxonômica presente, estarei levando em conta as classificações de Vallois primordialmente, assim como os avanços atuais de estudos no que diz respeito a origem das raças humanas não como advindas da África, que é o cerne da ‘Out of Africa Theory’, uma noção que vem sendo contraposta com a ‘Multiregional Hypothesis’, uma outra teoria que expõem as diferentes raças e tipos humanos não como um substrato colateral das migrações humanas advindas da África, mas como uma longínqua cadeia de misturas de povos ancestrais já instalados em diferentes regiões, dando uma origem multigeográfica a humanidade, o que inserido no contexto da arqueologia e historiografia, faz mais sentido lógico; além de comentários cruzados com as teorias eugenistas de Galton. Em suma, as raças humanas podem ser divididas em grupos pequenos denominados de sub-raças, mas primordialmente são essas divisões feitas em cinco grupos principais: Os Ameríndios, Australoides, Caucasianos, Mongoloides e Negroides.

A Taxonomia Humana

O primeiro grupo a ser mencionado é o que reconhecemos comumente como indígenas, esta é uma raça, como todas as outras, muito variada, sendo que de tribo em tribo podemos encontrar diferenças taxonômicas de um grande alcance. Apresentam no geral uma estatura baixa-média que fica variando de 1,50 m até 1,70 m; tem uma pigmentação da pele amarelada, sendo que sempre possuem a prega mongólica bem evidente, cabelos lisos e olhos escuros são o padrão; também tem corpo endomorfo em sua maioria, surgiram histórias de Esquimós loiros, mas nada confirmado. Sua origem é um mistério, acredita-se que venham de um cruzamento distante de Negroides e Mongoloides que chegaram a América através do estreito de Bering, entretanto isso não se demonstra muito palpável quando observamos os ameríndios no norte do continente, que possuem traços bem similares aos dos Caucasianos, além do fato de termos menções a povos brancos ao modo dos europeus na América Pré-Colombiana, relatos estes colhidos das crônicas espanholas dos primeiros colonizadores da América.

O segundo grupo, por sua vez, seriam os Aborígenes, Malaios, Polinésios e povos nativos da Oceânia em geral. Esses tem diferenças não muito gritantes, mas apresentam sempre uma similaridade, como a pigmentação forte e a presença de pelos pelo corpo (em contrapartida a maioria dos Ameríndios, que são de corpo liso). Tem uma proporção de altura bem variada, registros de espécimes classificados como ‘Negritos’ tinham uma altura que variava de 1,40 m até 1,60 m, mas no geral suas alturas ficam entre 1,50 m e 1,60 m. Tem pigmentação forte tanto na pele quanto olhos e cabelos, estes por sua vez que são ondulados e muitas vezes encrespados (aborígenes loiros foram registrados, mas possivelmente isso se deu pela mistura com os colonizadores da Austrália, que eram majoritamente Anglo-Saxões/Germânicos), demonstram também presença de barba além dos pelos pelos corporais elevados. Sua origem, assim como os Ameríndios, não é certa; sendo que possuem muitos traços distintos que demonstra um potencial ancestral hominídeo diferente do das outras raças, e mais recente no tempo.

O terceiro, por sua vez, é o que reconhecemos comumente e culturalmente como Brancos ou Europeus. Esta é pois a raça com maior número de subdivisões internas, sendo assim a com maior diversidade de fenótipos, tanto em cores quanto em texturas, e epigenética, além de diferenças culturais marcantes. A altura pode variar entre 1,70 m até 1,90 m, e em poucas ocasiões atinge ou ultrapassa 2,00 m; a pele é clara (na classificação de Fitzpatrick, até o tipo III do teste de pele é considerado como sendo componente da raça branca), podendo haver variações de uma sub-raça para outra, cabelos lisos ou ondulados claros, assim como os olhos, pode também haver pigmentação escura nessas áreas, porém é algo normal, é mais comum ver essa pigmentação clara constante nos europeus do centro-norte na Europa, ou em países com colonização majoritária desses mesmos, e escurecendo quanto mais se aproxima das bordas do extremo sul e extremo norte do continente Europeu. Os Caucasianos são descendentes do Homem de Neanderthal, contendo a maior parte de seu genoma proeminente deste tipo ancestral, e sendo todas as modificações existentes entre subtipos da raças se dando por conta da mistura remota com outros hominídeos no passado distante.

O quarto tipo reconhecemos como os Amarelos ou Asiáticos, é uma raça extremamente diversa, tem sua extensão desde o Oriente Médio (onde divide espaço com alguns tipos Caucasianos) até o Japão, englobando assim uma grande quantidade de grupos e subgrupos que se dividem, entretanto, não cabendo aqui fazer a separação de cada um. Tem uma altura variável entre 1,60 m e 1,70 m, entretanto existem alguns que ultrapassam os 2,00 m, por ser a raça em maior número populacional no planeta, tal feito não é tão raro assim; tem sempre a prega mongólica, cabelos lisos e eventualmente duros, olhos escuros assim como o cabelo, e mantém uma conservação de formas fenotípicas por conta de poucas vezes miscigenarem, mesmo em países multiculturais costumam se aproximar dos seus semelhantes, provavelmente sendo isso um traço cultural. São descendentes do Homem de Denisova, um grupo de hominídeos que possivelmente foram uma variante do Neanderthal, porém, mesmo sendo o caso, eles se distanciaram muito em seu processo eugênico próprio.

O quinto e último é amplamente conhecido como os Negros ou Africanos, se encontram como uma raça desproporcionalmente diferente, sendo sua altura ficando entre 1,60 m e 1,80 m, existindo casos que ultrapassam essa medida com uma certa frequência, mas existe também um subtipo específico conhecido como ‘Pigmeus’, estes que variam de 1,30 m até 1,50 m no máximo. A pigmentação é sempre fortemente escurecida, alguns chegam a ficar azulados em certas luzes; os cabelos são encarapinhados ou crespos e escuros tal como os olhos. Possuem expressões culturais arcaicas e tribais, essencialmente em uma escala de avanço técnico, ainda não teriam saído da Idade da Pedra quando os europeus começaram a colonização na África Subsaariana; sua origem é o Homo Sapiens que convencionalmente foi descoberta na própria África, que sempre é afirmado como o ancestral comum da humanidade, sendo porém, que se mostrou mais próximo aos africanos que aos europeus ou os Asiáticos, e demais grupos após o começo dos sequenciamentos de genomas.

Ponderações

As diferenças se estendem também para os dois gêneros humanos, como a estrutura óssea, onde por exemplo, o fato das mulheres terem diferentes quadris e a diferença de proporções nos crânios de cada raça, demonstram e confirmam ainda mais essa diferença existente. O estudo da craniometria foi abolido e taxado de pseudociência quando começou a demonstrar eficácia na revelação das diferenças humanas, diferenças de atributos como inteligência, comportamento e a simples diferença fenotípica foram todos condenados por pressão acadêmica. O que acontece é que a falta de informação leva a tal raciocínio, como o preconceito histórico com os estudos eugenistas, sendo este raciocínio encarado como mal absoluto e que não pode ser pauta de qualquer discussão por conta do alto teor ‘racista’.

Porém a craniometria ainda é válida, pois costuma classificar as diferentes sub-raças com uma precisão quase absoluta, demonstrando diferenças classificáveis o que potencializa a existência das raças como verídicas. As diferenças também dão suporte a eugenia pois com o advento da miscigenação, muitas características positivas de cada raça se definharam, como por exemplo a inteligência, e pela diferença de quadris, pode haver complicações com o nascimento e lesões cerebrais quando a criança multirracial está transpassando a vagina da mãe.

Existem ainda ressalvas para a eugenia comumente discutida por Francis Galton, que tinha a ideia de que para a melhoria dos humanos modernos, diferenciar e separar as raças seria bom e saudável, e se observarmos a realidade esse pensamento não se mostrará tão absurdo, dado que na seleção genética de outros animais em busca de atributos mais primorosos, sempre se da por um processo eugênico, ao modo da seleção de touros e cachorros. Mas analisando apenas pelo nosso tempo atual, nada na lógica impede esse pensamento de se mostrar verídico, e não estou me referindo ao ‘embranquecimento’ que tentou ser aplicado no Brasil e em países de população branca minoritárian durante as colonizações, pois esse pensamento caiu por terra dentro da própria antropologia ainda na época em que este tema era amplamente discutido.

Existem ainda várias distinções a serem feitas no que diz respeito a cada raça, como sub-raças e características peculiares individuais, não irei me prender a todas, trantando mais de aspectos gerais e específicos em temas macro, não destrinchando a lógica material por trás da noção premente da realidade das raças humanas. Diferenças na inteligência, comportamento e diferenças fenotípicas serão abordadas de modo geral, mas para uma introdução ao tema considero isso suficiente, é bom ter em vista que o pensamento vigente da inexistência das raças é baseado em um ideal antirracista e ideológico apenas, sendo duvidoso por conta de evidências fraudulentas, incertas e não pautadas no método científico, valendo ressaltar que essas diferenças humanas não são por si maléficas, e sim positivas.

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